Tal como qualquer outra criança, as portadoras desta anomalia cromossómica precisam de se sentirem aceites, queridas e respeitadas…
Saiba como interagir com elas…
A Trissomia 21 ou síndrome de Down é uma perturbação/deficiência mental congénita causada pela presença de um cromossoma 21 extra, total ou parcial.
A esta associa-se uma conformação fisiológica característica:
Face arredondada;
Boca entreaberta;
Lábios e língua volumosa e protusa (para fora da boca);
Os olhos com forma diferenciada (devido às pregas nas pálpebras;
Membros pequenos;
Tónus muscular pobre, entre outros.
Esta perturbação é um acontecimento genético natural e universal, estando presente em todas as raças e classes sociais. Não é considerada uma doença e, portanto, não se deve dizer que a criança sofre ou é vítima de Trissomia 21. O correcto será dizer que a criança tem, nasceu com ou é portadora de Trissomia 21.
A nível de desenvolvimento social e emocional, estas crianças têm algumas dificuldades. Ficam frustradas/ansiosas mais facilmente, não assimilam bem a aprendizagem acessória, mas sim a aprendizagem directa. Têm uma capacidade de concentração mais curta e demoram mais tempo para aprender regras sociais como:
A partilha;
A cooperação;
O trabalho de equipa;
Entre outros, precisando assim de suporte adicional na aprendizagem social.
Como lidar com estas crianças…
As instruções e explicações devem ser apresentadas visualmente, deve ser facilitado o acesso/uso de materiais visuais (sempre que possível) e utilizada uma linguagem simples e curta. Como a aprendizagem é mais lenta, esta é consolidada pelo estudo exaustivo, no entanto, há que lembrar que são crianças e, como tal, precisam de tempo para brincarem, divertirem-se e criarem amizades.
Para desenvolver amizades, uma criança com Trissomia 21 deve ser integrada num grupo de crianças da mesma idade ou até um ano inferior à sua. É necessário encorajá-las a participar na maioria das actividades de grupo com os seus colegas, deixando-as assim, trabalhar com crianças mais capazes num par/grupo, criando um trabalho cooperativo. Deve-se sempre assegurar que elas participam em todas as actividades escolares, permitindo assim, criar comportamentos adequados e associados ao grupo em que está inserido.
Para desenvolverem um comportamento apropriado para a idade deve-se assegurar que os educadores, os pais e os auxiliares de educação, tenham uma aproximação consistente face à criança, ensinando regras básicas da escola e da turma, evitando dar um tratamento especial e diferenciado relativamente ao restante grupo.
No entanto, o educador deve criar uma relação com a criança onde, ocasionalmente, fora das actividades de grupo, trabalhe directamente com esta. Deve também, todos os dias, dar à criança algum tempo sem supervisão “cerrada” para possibilitar o estabelecimento de novas amizades e aprender com os seus próprios erros.
É muito importante encorajá-la a tornar-se num aluno independente, sabendo, no entanto, que o educador está presente.
Como se costuma dizer: “de pequenino se torce o pepino” e por isso esta fase é crucial para o desenvolvimento futuro destas crianças que, apesar de tudo, são das mais felizes do mundo, pois não têm culpa de terem nascido assim, não se apercebem da crueldade que existe à volta delas. Por isso, o papel do educador e dos pais nesta fase é a base para o crescimento delas enquanto crianças, enquanto futuros Adultos e enquanto Seres Humanos.
Uma nota muito importante que o educador deverá ter em mente…
O educador deverá manter a esperança elevada e não se culpabilizar mesmo se a criança falhar. Tal como outras crianças, a criança com Trissomia 21 irá falhar e comportar-se mal, é assim que aprendem e crescem.
(Texto de Michael Almeida, Psicólogo, retirado da revista Coisas de Criança)
Saiba como interagir com elas…
A Trissomia 21 ou síndrome de Down é uma perturbação/deficiência mental congénita causada pela presença de um cromossoma 21 extra, total ou parcial.
A esta associa-se uma conformação fisiológica característica:
Face arredondada;
Boca entreaberta;
Lábios e língua volumosa e protusa (para fora da boca);
Os olhos com forma diferenciada (devido às pregas nas pálpebras;
Membros pequenos;
Tónus muscular pobre, entre outros.
Esta perturbação é um acontecimento genético natural e universal, estando presente em todas as raças e classes sociais. Não é considerada uma doença e, portanto, não se deve dizer que a criança sofre ou é vítima de Trissomia 21. O correcto será dizer que a criança tem, nasceu com ou é portadora de Trissomia 21.
A nível de desenvolvimento social e emocional, estas crianças têm algumas dificuldades. Ficam frustradas/ansiosas mais facilmente, não assimilam bem a aprendizagem acessória, mas sim a aprendizagem directa. Têm uma capacidade de concentração mais curta e demoram mais tempo para aprender regras sociais como:
A partilha;
A cooperação;
O trabalho de equipa;
Entre outros, precisando assim de suporte adicional na aprendizagem social.
Como lidar com estas crianças…
As instruções e explicações devem ser apresentadas visualmente, deve ser facilitado o acesso/uso de materiais visuais (sempre que possível) e utilizada uma linguagem simples e curta. Como a aprendizagem é mais lenta, esta é consolidada pelo estudo exaustivo, no entanto, há que lembrar que são crianças e, como tal, precisam de tempo para brincarem, divertirem-se e criarem amizades.
Para desenvolver amizades, uma criança com Trissomia 21 deve ser integrada num grupo de crianças da mesma idade ou até um ano inferior à sua. É necessário encorajá-las a participar na maioria das actividades de grupo com os seus colegas, deixando-as assim, trabalhar com crianças mais capazes num par/grupo, criando um trabalho cooperativo. Deve-se sempre assegurar que elas participam em todas as actividades escolares, permitindo assim, criar comportamentos adequados e associados ao grupo em que está inserido.
Para desenvolverem um comportamento apropriado para a idade deve-se assegurar que os educadores, os pais e os auxiliares de educação, tenham uma aproximação consistente face à criança, ensinando regras básicas da escola e da turma, evitando dar um tratamento especial e diferenciado relativamente ao restante grupo.
No entanto, o educador deve criar uma relação com a criança onde, ocasionalmente, fora das actividades de grupo, trabalhe directamente com esta. Deve também, todos os dias, dar à criança algum tempo sem supervisão “cerrada” para possibilitar o estabelecimento de novas amizades e aprender com os seus próprios erros.
É muito importante encorajá-la a tornar-se num aluno independente, sabendo, no entanto, que o educador está presente.
Como se costuma dizer: “de pequenino se torce o pepino” e por isso esta fase é crucial para o desenvolvimento futuro destas crianças que, apesar de tudo, são das mais felizes do mundo, pois não têm culpa de terem nascido assim, não se apercebem da crueldade que existe à volta delas. Por isso, o papel do educador e dos pais nesta fase é a base para o crescimento delas enquanto crianças, enquanto futuros Adultos e enquanto Seres Humanos.
Uma nota muito importante que o educador deverá ter em mente…
O educador deverá manter a esperança elevada e não se culpabilizar mesmo se a criança falhar. Tal como outras crianças, a criança com Trissomia 21 irá falhar e comportar-se mal, é assim que aprendem e crescem.
(Texto de Michael Almeida, Psicólogo, retirado da revista Coisas de Criança)

Muito útil e interessante!
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