Criança "deficiente"
Quem és tu?
Um anjo, um pássaro, um ser do além?
Vejo os teus olhos no infinito,
Vejo no silêncio do teu corpo
Uma luz de um outro sol.
Nós, "os normais", o que sabemos de ti?
Nós temos a razão,
Os pensamentos, os preconceitos ,
Os conceitos , as “sabedorias”.
E...
Entretanto,
Somos “robôs”...
E tu, quem és tu?
Ah, criança,
Meu ser do outro lado do mundo,
Talvez tu tenhas uma sabedoria,
À qual nós não podemos chegar,
Não por tua causa,
Mas porque nós ainda não crescemos...
Talvez tu não nos possas cantar
Toda a música da tua alma
Porque o nosso ouvido e o nosso coração
Ainda não estão preparados.
Olho-te e vejo-te no meu ser imperfeito.
E quando posso ir mais ao fundo,
Mesmo ao fundo...
Chego quase a compreender
Que o teu ser é como uma flor
Perdida neste mundo dos
“Deficientes normais”...
Amo-te e abraço-te criança, minha criança do infinito...
Júlio Roberto
18/10/10
16/10/10
13/10/10
Interagir com crianças portadoras de Trissomia 21
Tal como qualquer outra criança, as portadoras desta anomalia cromossómica precisam de se sentirem aceites, queridas e respeitadas…
Saiba como interagir com elas…
A Trissomia 21 ou síndrome de Down é uma perturbação/deficiência mental congénita causada pela presença de um cromossoma 21 extra, total ou parcial.
A esta associa-se uma conformação fisiológica característica:
Face arredondada;
Boca entreaberta;
Lábios e língua volumosa e protusa (para fora da boca);
Os olhos com forma diferenciada (devido às pregas nas pálpebras;
Membros pequenos;
Tónus muscular pobre, entre outros.
Esta perturbação é um acontecimento genético natural e universal, estando presente em todas as raças e classes sociais. Não é considerada uma doença e, portanto, não se deve dizer que a criança sofre ou é vítima de Trissomia 21. O correcto será dizer que a criança tem, nasceu com ou é portadora de Trissomia 21.
A nível de desenvolvimento social e emocional, estas crianças têm algumas dificuldades. Ficam frustradas/ansiosas mais facilmente, não assimilam bem a aprendizagem acessória, mas sim a aprendizagem directa. Têm uma capacidade de concentração mais curta e demoram mais tempo para aprender regras sociais como:
A partilha;
A cooperação;
O trabalho de equipa;
Entre outros, precisando assim de suporte adicional na aprendizagem social.
Como lidar com estas crianças…
As instruções e explicações devem ser apresentadas visualmente, deve ser facilitado o acesso/uso de materiais visuais (sempre que possível) e utilizada uma linguagem simples e curta. Como a aprendizagem é mais lenta, esta é consolidada pelo estudo exaustivo, no entanto, há que lembrar que são crianças e, como tal, precisam de tempo para brincarem, divertirem-se e criarem amizades.
Para desenvolver amizades, uma criança com Trissomia 21 deve ser integrada num grupo de crianças da mesma idade ou até um ano inferior à sua. É necessário encorajá-las a participar na maioria das actividades de grupo com os seus colegas, deixando-as assim, trabalhar com crianças mais capazes num par/grupo, criando um trabalho cooperativo. Deve-se sempre assegurar que elas participam em todas as actividades escolares, permitindo assim, criar comportamentos adequados e associados ao grupo em que está inserido.
Para desenvolverem um comportamento apropriado para a idade deve-se assegurar que os educadores, os pais e os auxiliares de educação, tenham uma aproximação consistente face à criança, ensinando regras básicas da escola e da turma, evitando dar um tratamento especial e diferenciado relativamente ao restante grupo.
No entanto, o educador deve criar uma relação com a criança onde, ocasionalmente, fora das actividades de grupo, trabalhe directamente com esta. Deve também, todos os dias, dar à criança algum tempo sem supervisão “cerrada” para possibilitar o estabelecimento de novas amizades e aprender com os seus próprios erros.
É muito importante encorajá-la a tornar-se num aluno independente, sabendo, no entanto, que o educador está presente.
Como se costuma dizer: “de pequenino se torce o pepino” e por isso esta fase é crucial para o desenvolvimento futuro destas crianças que, apesar de tudo, são das mais felizes do mundo, pois não têm culpa de terem nascido assim, não se apercebem da crueldade que existe à volta delas. Por isso, o papel do educador e dos pais nesta fase é a base para o crescimento delas enquanto crianças, enquanto futuros Adultos e enquanto Seres Humanos.
Uma nota muito importante que o educador deverá ter em mente…
O educador deverá manter a esperança elevada e não se culpabilizar mesmo se a criança falhar. Tal como outras crianças, a criança com Trissomia 21 irá falhar e comportar-se mal, é assim que aprendem e crescem.
(Texto de Michael Almeida, Psicólogo, retirado da revista Coisas de Criança)
Saiba como interagir com elas…
A Trissomia 21 ou síndrome de Down é uma perturbação/deficiência mental congénita causada pela presença de um cromossoma 21 extra, total ou parcial.
A esta associa-se uma conformação fisiológica característica:
Face arredondada;
Boca entreaberta;
Lábios e língua volumosa e protusa (para fora da boca);
Os olhos com forma diferenciada (devido às pregas nas pálpebras;
Membros pequenos;
Tónus muscular pobre, entre outros.
Esta perturbação é um acontecimento genético natural e universal, estando presente em todas as raças e classes sociais. Não é considerada uma doença e, portanto, não se deve dizer que a criança sofre ou é vítima de Trissomia 21. O correcto será dizer que a criança tem, nasceu com ou é portadora de Trissomia 21.
A nível de desenvolvimento social e emocional, estas crianças têm algumas dificuldades. Ficam frustradas/ansiosas mais facilmente, não assimilam bem a aprendizagem acessória, mas sim a aprendizagem directa. Têm uma capacidade de concentração mais curta e demoram mais tempo para aprender regras sociais como:
A partilha;
A cooperação;
O trabalho de equipa;
Entre outros, precisando assim de suporte adicional na aprendizagem social.
Como lidar com estas crianças…
As instruções e explicações devem ser apresentadas visualmente, deve ser facilitado o acesso/uso de materiais visuais (sempre que possível) e utilizada uma linguagem simples e curta. Como a aprendizagem é mais lenta, esta é consolidada pelo estudo exaustivo, no entanto, há que lembrar que são crianças e, como tal, precisam de tempo para brincarem, divertirem-se e criarem amizades.
Para desenvolver amizades, uma criança com Trissomia 21 deve ser integrada num grupo de crianças da mesma idade ou até um ano inferior à sua. É necessário encorajá-las a participar na maioria das actividades de grupo com os seus colegas, deixando-as assim, trabalhar com crianças mais capazes num par/grupo, criando um trabalho cooperativo. Deve-se sempre assegurar que elas participam em todas as actividades escolares, permitindo assim, criar comportamentos adequados e associados ao grupo em que está inserido.
Para desenvolverem um comportamento apropriado para a idade deve-se assegurar que os educadores, os pais e os auxiliares de educação, tenham uma aproximação consistente face à criança, ensinando regras básicas da escola e da turma, evitando dar um tratamento especial e diferenciado relativamente ao restante grupo.
No entanto, o educador deve criar uma relação com a criança onde, ocasionalmente, fora das actividades de grupo, trabalhe directamente com esta. Deve também, todos os dias, dar à criança algum tempo sem supervisão “cerrada” para possibilitar o estabelecimento de novas amizades e aprender com os seus próprios erros.
É muito importante encorajá-la a tornar-se num aluno independente, sabendo, no entanto, que o educador está presente.
Como se costuma dizer: “de pequenino se torce o pepino” e por isso esta fase é crucial para o desenvolvimento futuro destas crianças que, apesar de tudo, são das mais felizes do mundo, pois não têm culpa de terem nascido assim, não se apercebem da crueldade que existe à volta delas. Por isso, o papel do educador e dos pais nesta fase é a base para o crescimento delas enquanto crianças, enquanto futuros Adultos e enquanto Seres Humanos.
Uma nota muito importante que o educador deverá ter em mente…
O educador deverá manter a esperança elevada e não se culpabilizar mesmo se a criança falhar. Tal como outras crianças, a criança com Trissomia 21 irá falhar e comportar-se mal, é assim que aprendem e crescem.
(Texto de Michael Almeida, Psicólogo, retirado da revista Coisas de Criança)
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