12/02/10

ATITUDES INCLUSIVAS FUNDAMENTAIS NA EDUCAÇÃO

Todo o educador comprometido com a filosofia da inclusão …
… está mais interessado naquilo que o aluno deseja aprender do que em rótulos acerca dele.
… respeita o potencial de cada aluno e aceita todos os estudantes de igual forma.
… adopta uma abordagem que propicie ajuda na solução de problemas e dificuldades.
… acredita que todos os educandos conseguem desenvolver competências básicas.
… estimula os educandos a direccionarem as suas aprendizagens por forma a aumentar a sua autoconfiança, a participar mais plenamente na sociedade, a usar mais o seu poder pessoal e a desafiar a sociedade para a mudança.
… acredita nos alunos e na sua capacidade para aprender.
… deseja primeiro conhecer o aluno e aumentar a sua autoconfiança.
… acredita que as metas podem ser estabelecidas e que, para atingi-las, pequenos passos podem ser úteis.
… defende o princípio de que todas as pessoas devem ser incluídas em escolas comuns da comunidade.
… sabe que ele precisa de suportes (acessibilidade arquitectónica, profissionais de ajuda, horários flexíveis etc.) com o objectivo de incluir todos os alunos.
… está preparado para indicar recursos adequados a cada necessidade dos alunos, tais como: livros, entidades, ajudas técnicas.
… sabe que a aprendizagem deve estar baseada nas metas do aluno e que cada um será capaz de escolher métodos e materiais para aprender.
… sabe que, nos programas de alfabetização, os seguintes métodos são eficientes: redacção de experiências, histórias e outros textos sobre temas que o aprendiz conhece; alfabetização assistida por computador; material disponível no quotidiano do público; leitura assistida ou de pares usando livros convencionais e livros falados; debate após actividades extra-aula; colecção de histórias de vida dos próprios alunos; uso do quadro para escrever um texto em grupo; colagem com recortes de revistas, entre outros.
… fornece informações sobre recursos externos à escola e é o intermediário entre pessoas e entidades que possam ajudar o aluno na comunidade.
… estimula outras pessoas importantes na vida do aluno a envolverem-se no processo educativo.
… é flexível nos métodos de avaliação, pois sabe que os testes, provas e exames provocam medo e ansiedade nos alunos.
… utiliza as experiências de vida do próprio aluno como factor motivador da sua aprendizagem.
… indaga primeiro o aluno se ele quer partilhar dados sobre sua deficiência e, só em caso afirmativo, passa essa informação para outras pessoas.
… é um bom ouvinte para que os alunos possam falar sobre a realidade da vida que levam.
… adopta a abordagem centrada-no-aluno e ajuda os estudantes a desenvolverem habilidades para o uso do poder pessoal no processo de mudança da sociedade.


Fonte: The Roeher lnstitute. Speaking of Equality: A Guide to Choosing an Inclusive Literacy Program for People withlntellectual Disability, Their Families, Fdends and Support Workers. North York, Ontario: The Roeher lnstitute, 1995, 35 p.
(Tradução de Romeu Kazumi Sassaki, 1998, adaptado)

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