19/03/10

Hiperactividade



Como lidar com crianças que nunca param

Falta de concentração, agressividade, desobediência, mudanças bruscas de ânimo...
A desordem por Défice de Atenção com Hiperactividade (DDAH), mais conhecida por hiperactividade, é uma perturbação do comportamento, de origem neurológica, que provoca falta de atenção e incapacidade em controlar determinadas atitudes.
Embora esta problemática comece por criar dificuldade na aprendizagem e na adaptação ao meio nos primeiros anos de vida (afecta cerca de 3-5% das crianças em idade escolar e mais os rapazes do que as raparigas), muitas vezes, prolonga-se pela vida adulta (em 30 a 50% dos casos).

Quais as causas?
Ainda não se conseguiu determinar com exactidão qual a origem desta doença, mas pensa-se que não seja provocada nem pelo tipo de educação recebida pela criança, nem pelo ambiente em que vive. As investigações mais recentes demonstram que pode ser causada por desequilíbrios bioquímicos no sistema nervoso.

Sintomas
Falta de atenção e de autocontrolo (impulsividade), actividade motora inadequada ou excessiva, mudanças bruscas de ânimo, agressividade, desobediência... Nenhum destes sintomas deve ser confundido com má educação.

Tratamento
Consiste em combinar a terapia comportamental com a farmacológica, para ajudar a criança a corrigir o seu comportamento e a aumentar a sua capacidade de concentração.

Prémios e castigos
O apoio educativo no ambiente familiar é fundamental para ajudar a modificar o comportamento de uma criança hiperactiva. É muito eficaz premiá-la quando se porta bem e castigá-la quando se porta mal. As suas actividades e jogos favoritos ou as refeições de que mais gosta são boas moedas de troca.

Grupos de apoio
Partilhar experiências com outras pessoas afectadas pela doença pode ser muito útil para ajudar a criança e os pais. Para saber mais, contacte a Associação Portuguesa da Criança Hiperactiva por telefone através do número 965 321 192 ou via Internet através de www.apdch.net.

Fonte: Saber Viver, disponível em http://familia.sapo.pt/articles/familia/saber_viver/1053417.html

26/02/10

Expressão Plástica








No âmbito dos conteúdos programáticos relativos à disciplina de Educação Visual, os alunos das turmas dos 7.º e 8 .º anos desenvolveram um conjunto de trabalhos relacionados com a unidade didáctica - " Elementos Visuais". Com empenho e entusiasmo, foram desenvolvidas competências inatas no dominio da criatividade, imaginação, sensibilidade artística utilizando para tal técnicas e materias diversos. As fotos patentes ilustram o desenvolvimento e o resultado final dum processo gradual de desenvolvimento da formação integral da pessoa enquanto ser criativo e sensível ao mundo que o rodeia.

25/02/10

"Vamos Limpar Portugal"






Na sequência da mensagem já aqui deixada , relativa à participação das turmas do 9.º C;D;E e F na sensibilização de toda a comunidade escolar para o Projecto " Vamos Limpar Portugal", os alunos das turmas em causa, realizaram uma exposição de cartazes tendo organizado em paralelo um concurso do melhor cartaz. Estas actividades constituiram um êxito no seio da comunidade escolar, como pode ser ilustrado pelas fotos aqui patentes. Especial destaque para o cartaz vencedor ( 1.ª foto) merecedor de uma ampla votação entre os alunos.

13/02/10

Design ajuda crianças disléxicas

Conciliar a visão, o som e o movimento pode ser uma ajuda para as crianças disléxicas. A dificuldade em aprender a ler pode ser simplificada. Um recente projecto electrónico, que será apresentado nos Estados Unidos só em Fevereiro, promete ser uma ajuda para educadores e professores.
A investigação na área da Arte e do Design resultou num método, desenvolvido pela Universidade de Cincinnati, nos EUA, aplicado à língua inglesa. O objectivo é melhorar as capacidades de leitura de crianças entre os 9 e 11 anos.
O projecto consiste em associar o desenho da letra a algum objecto com esse som. "A criança com dislexia consegue ler a letra 'b'. Mas não consegue rapidamente lembrar-se que, a esse símbolo, associamos o som 'bê'", explica Renee Seward, ligada ao projecto.
A investigadora refere ainda que é essencial saber que a dislexia não se deve a problemas de percepção visual. Está enraizada na memória. Os indivíduos com dislexia têm dificuldade em fazer uma ligação rápida entre um som e a letra que representa esse som. O projecto, com o título Reading by Design: Visualizing Phonemic Sound for Dyslexic Readers 9-11 Years Old, será apresentado nos EUA e em Espanha nos próximos meses.

Fonte: http://aeiou.expresso.pt/design-ajuda-criancas-dislexicas=f560866

"Vamos Limpar Portugal" - mais do que uma campanha... um objectivo nacional!





O Agrupamento de Escolas de Celeirós, associou-se com entusiasmo ao Projecto " Vamos Limpar Portugal". Trata-se de um movimento da sociedade civil, de âmbito nacional, que pretende com o apoio de todos os portugueses, de uma forma voluntária e abnegada, limpar as florestas nacionais, num só dia (20 de Março). As turmas do 9.ºC;D;E e F imbuidas desse espírito, desenvolveram um projecto ambicioso de divulgação dessa campanha ao nível do Agrupamento e da população local. A operacionalização dessa divulgação foi desenvolvida através da feitura de cartazes e ainda, de uma faixa alusiva à temática.
No final, todos os trabalhos realizados serão sujeitos a um concurso e afixados em vários locais das diferentes escolas que integram o Agrupamento bem como em espaços públicos, designadamente , comércio local. As imagens expostas, referem-se ao desenvolvimento do trabalho onde foram utilizados diferentes materiais e técnicas plásticas.

Um Feliz e Próspero Ano de 2010!

Actividades dinamizadas pelo Departamento no âmbito da quadra Natalícia


Bom Natal para Todos!

Fotos da exposição "Presépios de Natal"

12/02/10

Intervir para a Inclusão Escolar

Andreia Lobo| 2009-12-03

No Dia Internacional das Pessoas Portadoras de Deficiência, 3 de Dezembro, urge falar de inserção social, mas também de inclusão escolar de crianças e jovens especiais que nem sempre vêem a educação ir ao encontro das suas necessidades e capacidades.
São contraditórios os números relativos aos alunos com necessidades educativas especiais (NEE) em Portugal. Segundo os dados do Ministério da Educação (ME) apenas 1,8% do total de alunos a frequentarem o sistema educativo se inserem nesta classificação. Os especialistas fazem outras contas: serão mais de 8% os alunos a necessitarem de intervenção na área da educação especial. Acusam o ME de ter apenas considerado naquela percentagem, os alunos com necessidades educativas especiais permanentes, com deficiências auditivas, visuais, com multideficiência e com perturbações do espectro do autismo. Deixando expostos ao insucesso muitos mais alunos carentes de apoio especializado devido a dificuldades de aprendizagem.
Na base desta disparidade percentual está uma indefinição de conceitos e de classificações. Luís de Miranda Correia, autor do Modelo de Atendimento à Diversidade (1995), é uma das vozes mais críticas às políticas educativas dos últimos anos na área da educação especial. Nicole Dias é psicóloga clínica e trabalha segundo o método da análise comportamental aplicada (ABA - Applied Behaviour Analysis) na resolução de patologias comportamentais, cognitivas e emocionais. Na celebração do Dia Internacional das Pessoas Portadoras de Deficiência, urge falar de inclusão social, mas também escolar, de crianças e jovens especiais que nem sempre vêem reconhecidas as suas capacidades.

Repensar a forma como a educação especial tem sido tratada nos últimos quatro anos é "fundamental", diz Luís de Miranda Correia, professor catedrático do Instituto de Estudos da Criança, da Universidade do Minho. As críticas deste investigador estão voltadas para o Decreto-Lei n.º 3/2008 de 7 de Janeiro, um diploma que tem gerado muita polémica entre a comunidade escolar pela discriminação da maioria dos alunos com NEE, pelo processo de intervenção que prevê, mas sobretudo pela inadequada utilização da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). Recorde-se que a CIF foi criada pela Organização Mundial de Saúde para sinalizar problemas do foro físico e está a ser usada para determinar quem são os alunos passíveis de intervenção na área das NEE. Ou seja, para despistar problemas do âmbito educativo. Deixando assim escapar alunos com dificuldades de aprendizagem (DA) e problemas de comportamento, que, segundo Miranda Correia, constituem cerca de 60% do número total (8%) de alunos com NEE.

"É um facto irrefutável que a maioria dos alunos com NEE se encontram abandonados à sua sorte nas nossas escolas", diz Miranda Correia, "embora só se possa comprovar [esta realidade] quando o ME resolver fazer estudos de prevalência fidedignos ou os encomendar às universidades", esclarece o professor. "Se fosse possível passar um questionário aos professores nesta matéria, se eles fossem autênticos nas suas respostas, sem medo de represálias, ou de encobrimento daquilo que nunca perceberam, os resultados seriam assustadores", conclui.

Escola inclusiva

"Não podemos esquecer que os alunos com NEE passam parte significativa do seu dia-a-dia nas escolas, se tivermos em conta os princípios que a inclusão pressupõe. E, se assim é, durante esse período crucial do seu desenvolvimento, não só terão de interagir continuamente com professores e colegas, mas também estarão expostos às mais diversas estratégias e métodos de ensino", diz Miranda Correia. Para que estes alunos possam ter sucesso escolar, o professor defende ser "necessário criar ambientes educativos seguros e assegurar aprendizagens que se identifiquem com as suas capacidades e necessidades para que um dia venham a atingir um nível de independência, vida de qualidade e produtiva como membros activos da sociedade".

Com a mudança ministerial, Miranda Correia lança um apelo a Isabel Alçada, a nova titular da pasta da Educação: "Que o seu Ministério tenha sempre presente que as decisões educacionais e políticas se devem basear nos resultados da investigação e nas boas práticas."

Práticas de intervenção

A inclusão escolar de crianças com NEE permanece um tema controverso. Mas actuando ao nível da dinâmica de grupo é possível conseguir processos de inclusão eficazes, trabalhando competências que colmatem défices de atenção, dificuldade de compreensão da instrução, da linguagem e problemas ao nível da comunicação, tendo em vista o sucesso escolar.

Como explica Nicole Dias, directora do ABA, Centro de Terapias Comportamentais, a intervenção começa por ser individual, criando na criança os pré-requisitos e as pré-competências necessárias para funcionar em grupo. Segue-se a inclusão num pequeno grupo, de um ou dois pares da turma. "Mas para que isto aconteça é preciso que haja a colaboração dos pais das outras crianças e da escola em geral, no sentido de serem criadas as condições para este processo ser aplicado". Na fase de intervenção seguinte, alarga-se o número de elementos do grupo até seis crianças e faz-se uma simulação da sala de aula.

Começa-se, desta forma, a treinar a instrução em grupo. À qual se segue a introdução da criança no contexto de sala de aula regular. Neste nível deixa-se o trabalho directo com a criança e passa a haver uma transmissão de estratégias para os professores ou educadores. "Vamos acompanhando a sala toda e gradualmente fazendo a nossa retirada, assim se espera que a terapeuta já não seja necessária e esteja concluído um processo eficaz de inclusão", explica Nicole Dias.

O ABA, Centro de Terapias Comportamentais, intervém actualmente em 14 crianças e jovens com idades entre os 3 e os 19 anos que apresentam diversas problemáticas do foro comportamental e psicológico. São, na sua maioria, casos de perturbações do espectro do autismo, mas também de epilepsia, atraso mental, trissomia 21 e perturbações alimentares.

Os métodos e as técnicas têm por base a análise comportamental aplicada (ABA - Applied Behaviour Analysis) e podem, segundo Nicole Dias, ser usados em qualquer situação. Funcionam através do reforço, ajudas específicas e objectivos concretos. "A ABA tem uma vertente diferente das outras intervenções por ser extremamente objectiva, tudo é mensurável, portanto o progresso da criança ou jovem é acompanhado diariamente", refere a psicóloga. O trabalho é sempre realizado em contexto real, explica Nicole Dias. "Todas as intervenções acontecem no ambiente em que aquela criança precisa de funcionar, seja em casa ou na escola, e há sempre um trabalho complementar com a família e restantes intervenientes identificados na vida da criança, se não o processo não é viável."

Nicole Dias não tem dúvidas sobre os benefícios da inclusão de crianças com NEE na escola regular. "Desde que se atenda às suas necessidades específicas, com as devidas adaptações dos currículos e técnicos presentes que possam apoiar os agentes educativos". Mas alerta: "Muitas vezes é preciso haver um trabalho individualizado em que a criança está fora do grupo, embora depois ela tenha todos os benefícios em ser novamente inserida nele."

Esta inserção "tem de ser feita com muito cuidado e tendo em atenção as necessidades da criança e do grupo", sublinha Nicole Dias. Algo que nem sempre é tido em conta. "Acontece frequentemente que o processo [de inclusão] é feito de forma abrupta, sem que sejam estabelecidos objectivos concretos e depois anda tudo à deriva", critica. Algumas destas questões estarão em debate na Fundação Calouste Gulbenkian, no dia 5 de Dezembro, num colóquio intitulado "Inclusão: Um desafio entre o ideal e o real", organizado precisamente pelo ABA.

De modo geral, o centro ABA entra nas escolas através do apoio individualizado que presta a alunos com NEE cujos pais procuram o centro. Dessa experiência de trabalho, Nicole Dias tem verificado "que a escola, por si só, tem alguma dificuldade em dar resposta a todas as necessidades educativas especiais", nomeadamente pela falta de técnicos formados e de estruturas que permitam fazer uma inclusão eficaz.

No entanto, é "na fase de inserção no grupo que o apoio da escola se torna importante, porque temos mesmo de trabalhar com os outros alunos e em todos os contextos, seja no refeitório, recreio, salas ou ginásio", esclarece Nicole Dias. Apesar da falta de recursos nas escolas, a psicóloga não tem encontrado resistência à actuação do centro, "quando lhes é oferecido esse apoio, a receptividade entre professores e educadores é de ressalvar". E essa abertura é essencial ao trabalho de inclusão.

Fonte: http://www.educare.pt





As fotografias expostas, representam o trabalho de alunos na disciplina de Educação Visual e Tecnológica. No inicio do ano trabalharam o conteúdo da Comunicação, onde se explorou o lettering e o símbolo . Todos os alunos identificaram os seus arquivos , criando com originalidade uma capa única e pessoal onde irão guardar todos os seus trabalhos ao longo do ano lectivo.

Comunicação Visual - O poder da imagem






O Desenho é o exercício básico insubstituível de toda a linguagem plástica, constituindo uma ferramenta essencial na estruturação do pensamento visual. Assim no âmbito da programação disciplinar estabelecida, designadamente da Comunicação Visual, os alunos das turmas do 9.º ano de escolaridade, desenvolveram com entusiasmo e empenho, diversos trabalhos ou soluções graficas, relacionadas com mensagens plásticas visuais cuja eficácia ou funcionalidade dependerá sempre da facilidade de compreensão do seu significado.
Para além da criação de sinais e simbolos os alunos tiveram ainda a oportunidade de realizar um trabalho colectivo simples, de associação da imagem à palavra, que constituirá objecto de exposição no momento considerado mais oportuno. O testemunho fotográfico de alguns desses momentos encontra-se aqui patente.

Torneio de Voleibol Misto (4x4)

O Grupo Disciplinar de Educação Física e o Clube do Desporto Escolar organizaram, entre os dias 19 de Outubro e 10 de Novembro, o Torneio de Voleibol Misto (4x4), para as turmas do 6º ano de escolaridade.
O torneio decorreu de forma saudável e alegre sem descurar a parte competitiva.
Participaram oito elementos de ambos os sexos de cada turma do 6ºano e a grande vencedora foi o 6º B, que venceu todos os seus jogos.
Parabéns a todos os participantes, em particular aos vencedores!
Arranca ainda no presente mês de Novembro, o Torneio de Voleibol, mas agora para os alunos do 5º ano de escolaridade.
Boa sorte para todos....

Actividade física e desportiva no Agrupamento

O Clube de Desporto Escolar do Agrupamento encontra-se em pleno funcionamento para mais um ano de grande participação dos alunos nas ínumeras actividades previstas.
No ano lectivo 2009/2010 os alunos podem inscrever-se para treinar de uma forma regular e sistemática em diferentes grupos/equipa, que compõem a Actividade Externa: Atletismo, Voleibol (Infantis B masculinos), Danças Aeróbicas e Urbanas e Desporto Adaptado. Os treinos decorrem nas tardes de 3ª e 5ª feiras, para que os alunos fora da sua componente lectiva, possam ocupar os seus tempos livres de uma forma saudável.
No âmbito da Actividade Interna iniciámos o Torneio de Voleibol para os 6º anos. Ao longo do 1º período vão-se realizar o Torneio de Voleibol para os 5º anos e a Prova de Resistência para todos os anos de escolaridade. Esta última actividade irá decorrer em dias diferentes e por escalões, tendo em consideração o Plano de Contingência da Gripe A.

ATITUDES INCLUSIVAS FUNDAMENTAIS NA EDUCAÇÃO

Todo o educador comprometido com a filosofia da inclusão …
… está mais interessado naquilo que o aluno deseja aprender do que em rótulos acerca dele.
… respeita o potencial de cada aluno e aceita todos os estudantes de igual forma.
… adopta uma abordagem que propicie ajuda na solução de problemas e dificuldades.
… acredita que todos os educandos conseguem desenvolver competências básicas.
… estimula os educandos a direccionarem as suas aprendizagens por forma a aumentar a sua autoconfiança, a participar mais plenamente na sociedade, a usar mais o seu poder pessoal e a desafiar a sociedade para a mudança.
… acredita nos alunos e na sua capacidade para aprender.
… deseja primeiro conhecer o aluno e aumentar a sua autoconfiança.
… acredita que as metas podem ser estabelecidas e que, para atingi-las, pequenos passos podem ser úteis.
… defende o princípio de que todas as pessoas devem ser incluídas em escolas comuns da comunidade.
… sabe que ele precisa de suportes (acessibilidade arquitectónica, profissionais de ajuda, horários flexíveis etc.) com o objectivo de incluir todos os alunos.
… está preparado para indicar recursos adequados a cada necessidade dos alunos, tais como: livros, entidades, ajudas técnicas.
… sabe que a aprendizagem deve estar baseada nas metas do aluno e que cada um será capaz de escolher métodos e materiais para aprender.
… sabe que, nos programas de alfabetização, os seguintes métodos são eficientes: redacção de experiências, histórias e outros textos sobre temas que o aprendiz conhece; alfabetização assistida por computador; material disponível no quotidiano do público; leitura assistida ou de pares usando livros convencionais e livros falados; debate após actividades extra-aula; colecção de histórias de vida dos próprios alunos; uso do quadro para escrever um texto em grupo; colagem com recortes de revistas, entre outros.
… fornece informações sobre recursos externos à escola e é o intermediário entre pessoas e entidades que possam ajudar o aluno na comunidade.
… estimula outras pessoas importantes na vida do aluno a envolverem-se no processo educativo.
… é flexível nos métodos de avaliação, pois sabe que os testes, provas e exames provocam medo e ansiedade nos alunos.
… utiliza as experiências de vida do próprio aluno como factor motivador da sua aprendizagem.
… indaga primeiro o aluno se ele quer partilhar dados sobre sua deficiência e, só em caso afirmativo, passa essa informação para outras pessoas.
… é um bom ouvinte para que os alunos possam falar sobre a realidade da vida que levam.
… adopta a abordagem centrada-no-aluno e ajuda os estudantes a desenvolverem habilidades para o uso do poder pessoal no processo de mudança da sociedade.


Fonte: The Roeher lnstitute. Speaking of Equality: A Guide to Choosing an Inclusive Literacy Program for People withlntellectual Disability, Their Families, Fdends and Support Workers. North York, Ontario: The Roeher lnstitute, 1995, 35 p.
(Tradução de Romeu Kazumi Sassaki, 1998, adaptado)

Intervir para a Inclusão Escolar

Andreia Lobo| 2009-12-03

No Dia Internacional das Pessoas Portadoras de Deficiência, 3 de Dezembro, urge falar de inserção social, mas também de inclusão escolar de crianças e jovens especiais que nem sempre vêem a educação ir ao encontro das suas necessidades e capacidades.
São contraditórios os números relativos aos alunos com necessidades educativas especiais (NEE) em Portugal. Segundo os dados do Ministério da Educação (ME) apenas 1,8% do total de alunos a frequentarem o sistema educativo se inserem nesta classificação. Os especialistas fazem outras contas: serão mais de 8% os alunos a necessitarem de intervenção na área da educação especial. Acusam o ME de ter apenas considerado naquela percentagem, os alunos com necessidades educativas especiais permanentes, com deficiências auditivas, visuais, com multideficiência e com perturbações do espectro do autismo. Deixando expostos ao insucesso muitos mais alunos carentes de apoio especializado devido a dificuldades de aprendizagem.
Na base desta disparidade percentual está uma indefinição de conceitos e de classificações. Luís de Miranda Correia, autor do Modelo de Atendimento à Diversidade (1995), é uma das vozes mais críticas às políticas educativas dos últimos anos na área da educação especial. Nicole Dias é psicóloga clínica e trabalha segundo o método da análise comportamental aplicada (ABA - Applied Behaviour Analysis) na resolução de patologias comportamentais, cognitivas e emocionais. Na celebração do Dia Internacional das Pessoas Portadoras de Deficiência, urge falar de inclusão social, mas também escolar, de crianças e jovens especiais que nem sempre vêem reconhecidas as suas capacidades.
Repensar a forma como a educação especial tem sido tratada nos últimos quatro anos é "fundamental", diz Luís de Miranda Correia, professor catedrático do Instituto de Estudos da Criança, da Universidade do Minho. As críticas deste investigador estão voltadas para o Decreto-Lei n.º 3/2008 de 7 de Janeiro, um diploma que tem gerado muita polémica entre a comunidade escolar pela discriminação da maioria dos alunos com NEE, pelo processo de intervenção que prevê, mas sobretudo pela inadequada utilização da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). Recorde-se que a CIF foi criada pela Organização Mundial de Saúde para sinalizar problemas do foro físico e está a ser usada para determinar quem são os alunos passíveis de intervenção na área das NEE. Ou seja, para despistar problemas do âmbito educativo. Deixando assim escapar alunos com dificuldades de aprendizagem (DA) e problemas de comportamento, que, segundo Miranda Correia, constituem cerca de 60% do número total (8%) de alunos com NEE.

"É um facto irrefutável que a maioria dos alunos com NEE se encontram abandonados à sua sorte nas nossas escolas", diz Miranda Correia, "embora só se possa comprovar [esta realidade] quando o ME resolver fazer estudos de prevalência fidedignos ou os encomendar às universidades", esclarece o professor. "Se fosse possível passar um questionário aos professores nesta matéria, se eles fossem autênticos nas suas respostas, sem medo de represálias, ou de encobrimento daquilo que nunca perceberam, os resultados seriam assustadores", conclui.

Escola inclusiva

"Não podemos esquecer que os alunos com NEE passam parte significativa do seu dia-a-dia nas escolas, se tivermos em conta os princípios que a inclusão pressupõe. E, se assim é, durante esse período crucial do seu desenvolvimento, não só terão de interagir continuamente com professores e colegas, mas também estarão expostos às mais diversas estratégias e métodos de ensino", diz Miranda Correia. Para que estes alunos possam ter sucesso escolar, o professor defende ser "necessário criar ambientes educativos seguros e assegurar aprendizagens que se identifiquem com as suas capacidades e necessidades para que um dia venham a atingir um nível de independência, vida de qualidade e produtiva como membros activos da sociedade".
Com a mudança ministerial, Miranda Correia lança um apelo a Isabel Alçada, a nova titular da pasta da Educação: "Que o seu Ministério tenha sempre presente que as decisões educacionais e políticas se devem basear nos resultados da investigação e nas boas práticas."

Práticas de intervenção

A inclusão escolar de crianças com NEE permanece um tema controverso. Mas actuando ao nível da dinâmica de grupo é possível conseguir processos de inclusão eficazes, trabalhando competências que colmatem défices de atenção, dificuldade de compreensão da instrução, da linguagem e problemas ao nível da comunicação, tendo em vista o sucesso escolar.
Como explica Nicole Dias, directora do ABA, Centro de Terapias Comportamentais, a intervenção começa por ser individual, criando na criança os pré-requisitos e as pré-competências necessárias para funcionar em grupo. Segue-se a inclusão num pequeno grupo, de um ou dois pares da turma. "Mas para que isto aconteça é preciso que haja a colaboração dos pais das outras crianças e da escola em geral, no sentido de serem criadas as condições para este processo ser aplicado". Na fase de intervenção seguinte, alarga-se o número de elementos do grupo até seis crianças e faz-se uma simulação da sala de aula.
Começa-se, desta forma, a treinar a instrução em grupo. À qual se segue a introdução da criança no contexto de sala de aula regular. Neste nível deixa-se o trabalho directo com a criança e passa a haver uma transmissão de estratégias para os professores ou educadores. "Vamos acompanhando a sala toda e gradualmente fazendo a nossa retirada, assim se espera que a terapeuta já não seja necessária e esteja concluído um processo eficaz de inclusão", explica Nicole Dias.
O ABA, Centro de Terapias Comportamentais, intervém actualmente em 14 crianças e jovens com idades entre os 3 e os 19 anos que apresentam diversas problemáticas do foro comportamental e psicológico. São, na sua maioria, casos de perturbações do espectro do autismo, mas também de epilepsia, atraso mental, trissomia 21 e perturbações alimentares.

Os métodos e as técnicas têm por base a análise comportamental aplicada (ABA - Applied Behaviour Analysis) e podem, segundo Nicole Dias, ser usados em qualquer situação. Funcionam através do reforço, ajudas específicas e objectivos concretos. "A ABA tem uma vertente diferente das outras intervenções por ser extremamente objectiva, tudo é mensurável, portanto o progresso da criança ou jovem é acompanhado diariamente", refere a psicóloga. O trabalho é sempre realizado em contexto real, explica Nicole Dias. "Todas as intervenções acontecem no ambiente em que aquela criança precisa de funcionar, seja em casa ou na escola, e há sempre um trabalho complementar com a família e restantes intervenientes identificados na vida da criança, se não o processo não é viável."
Nicole Dias não tem dúvidas sobre os benefícios da inclusão de crianças com NEE na escola regular. "Desde que se atenda às suas necessidades específicas, com as devidas adaptações dos currículos e técnicos presentes que possam apoiar os agentes educativos". Mas alerta: "Muitas vezes é preciso haver um trabalho individualizado em que a criança está fora do grupo, embora depois ela tenha todos os benefícios em ser novamente inserida nele."
Esta inserção "tem de ser feita com muito cuidado e tendo em atenção as necessidades da criança e do grupo", sublinha Nicole Dias. Algo que nem sempre é tido em conta. "Acontece frequentemente que o processo [de inclusão] é feito de forma abrupta, sem que sejam estabelecidos objectivos concretos e depois anda tudo à deriva", critica. Algumas destas questões estarão em debate na Fundação Calouste Gulbenkian, no dia 5 de Dezembro, num colóquio intitulado "Inclusão: Um desafio entre o ideal e o real", organizado precisamente pelo ABA.
De modo geral, o centro ABA entra nas escolas através do apoio individualizado que presta a alunos com NEE cujos pais procuram o centro. Dessa experiência de trabalho, Nicole Dias tem verificado "que a escola, por si só, tem alguma dificuldade em dar resposta a todas as necessidades educativas especiais", nomeadamente pela falta de técnicos formados e de estruturas que permitam fazer uma inclusão eficaz.
No entanto, é "na fase de inserção no grupo que o apoio da escola se torna importante, porque temos mesmo de trabalhar com os outros alunos e em todos os contextos, seja no refeitório, recreio, salas ou ginásio", esclarece Nicole Dias. Apesar da falta de recursos nas escolas, a psicóloga não tem encontrado resistência à actuação do centro, "quando lhes é oferecido esse apoio, a receptividade entre professores e educadores é de ressalvar". E essa abertura é essencial ao trabalho de inclusão.

Fonte: http://www.educare.pt

Comemoração do Dia da Alimentação

Os alunos do 9º ano, na disciplina de Educação Tecnológica, colaboraram com a realização de trabalhos para a comemoração do “Dia Mundial da Alimentação”em articulação com o PES.
Os trabalhos realizados consistiram na pesquisa de informação sobre o tema e na selecção e organização de materiais que culminaram em trabalhos didácticos que foram afixados divulgados na Escola no dia 16 de Outubro.
Para além da participação destes alunos, alguns docentes dos grupos disciplinares de Educação Tecnológica, Educação Visual e Tecnológica e Educação Visual, elaboraram painéis sobre o tema de forma a promover a divulgação da actividade e a torná-la mais apelativa.

Dia da Alimentação - trabalhos realizados pelos alunos






11/02/10

Dia Mundial da Música

No dia 1 de Outubro de 2009, os grupos disciplinares de Educação Musical (2º ciclo) e Música (3º ciclo) em articulação com o clube da rádio, comemoraram o Dia Mundial da Música.
Nesse dia e durante os intervalos das actividades lectivas, toda a comunidade educativa pôde ouvir, através da rádio escolar, temas musicais dos cantores Mickael Jackson, falecido a 25 de junho de 2009, Andrea Bocelli e da banda de heavy metal os Metallica.

01/09/09

Bem-vindos ao nosso Blogue!

Este blogue foi criado com o objectivo de divulgar e partilhar com toda a comunidade educativa deste Agrupamento a dinâmica e as actividades desenvolvidas, no âmbito dos vários Grupos Disciplinares que compõem o Departamento de Expressões.